Passar do exterior para o interior do J.I., é um acontecimento que é de facto muito marcante na trajectória de vida dos nossos meninos. Torna-se num encontro com outras Crianças e adultos que, vai forçosamente fazer desenvolver uma dinâmica de organização social, que lhes vai permitir, passar de um conjunto de meninos apenas reunidos no mesmo espaço e tempo e sujeitos às mesmas ordens, à construção activa de um grupo que vai ser capaz de, na sua diferença, criar coesão, integração social, aprender a ser solidário e os reconhecimentos interpessoais. Isto implica, reconhecer o J.I. como uma estrutura social, ou seja, um local destinado à educação organizada deste período da infância, constituída por determinadas regras sociais que vão ajudar a regular as diversas actividades.
Existem dois tempos estanques no quotidiano do J.I. O tempo do adulto (Educadora) e o tempo da Criança. Então decifremos o que isto significa. Vamos ao primeiro tempo. Este tempo, decorre da iniciativa da Educadora. Aqui ela tem um papel activo e central, dada a sua presença directa com as Crianças, quer também na presença indirecta nas regras que estão implícitas para todo o grupo, nelas estão incluídos todos os tempos do dia-a-dia – entradas e saídas, as refeições, nas suas relações estabelecidas individualmente ou com pequenos grupos. Todo o tempo é sempre associado a um grau elevado de afectos e confiança.
Quanto ao segundo tempo, de brincar, é da iniciativa das Crianças, para se envolverem, movimentarem, interagirem nas mais diversas relações e interacções nas várias actividades, usando os diferentes recursos materiais e humanos da sala ao seu dispor. Elas aqui têm o papel principal, na sua tomada de decisões, na forma como conduzem as suas acções, na forma como gerem a sua permanência nas diversas actividades e cantos. Esta gestão está muitas vezes condicionada à sua ligação com os seus pares. Neste tempo, a Educadora coloca-se na retaguarda, intervém sempre que é solicitada e também na resolução de conflitos.
É importante encorajarmos os nossos meninos, ajudá-los a alcançar os seus objectivos, existem muitas formas de o fazer. É melhor ajudá-los antes que alguma situação os possa dominar, assim como é indispensável que noutras alturas ficar na retaguarda e deixar que resolvam os seus próprios problemas. Mesmo nesta situação, quando entregues aos seus próprios meios, podemos e devemos estar presentes com uma palavra gentil, uma sugestão oportuna.
No nosso dia-a-dia no J.I. todos temos um contributo importante. Cada um com as suas próprias qualidades, uns destacam-se nesta ou naquela área, e só assim nesta vida de partilha, poderemos crescer em conjunto.
Aqui vão algumas fotos do nosso quotidiano escolar. Devo salientar, dois momentos importantes: a ida de alguns Pais à escola e a extraordinária máquina dos sonhos, que foi pensada por uma criança e concebida por esta e seu pai. Esta máquina deu muito que falar, e como deve ser, aqui vai ficar para que todos saibam:” o sonho comanda a vida”
Com amizade, a Educadora de Infância – Maria de Lurdes
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